A Fundadora

1980. A década "perdida". O mundo ainda vive a Guerra Fria, a cortina de ferro, a tensão entre o Ocidente e o Oriente, capitalismo versus socialismo, Estados Unidos de um lado, a ex-União Soviética do outro. Enquanto isso no Brasil começa o processo de redemocratização, da liberdade de expressão, do fim da ditadura. Geração Coca-Cola...

Foi nessa agitação que eu cheguei por aqui há 32 anos atrás. Carioca da gema, suburbana e paulistana por "usucapião", sou flamenguista não-praticante. 

 

Filha única, aprendi desde muito cedo a compartilhar. O aprendizado foi dentro de casa, a dar valor ao que temos, que nada é em vão e não vem de graça. Aprendi que dividir com outras crianças menos favorecidas faria de mim uma pessoa melhor e daria a elas a chance de sorrir e acreditar que tudo poderia ser melhor.

 

Também foi dentro de casa que aprendi a gostar de ler. Mesmo com toda a simplicidade, meus avós e pais ensinaram que a Educação era o caminho para ser "alguém na vida", que eu não poderia depender de ninguém além de mim para fazer a diferença.

 

Na adolescência queria voar longe, conhecer o mundo, ultrapassar fronteiras, conhecer pessoas e culturas diferentes. Foi trocando cartas e cartões postais com pessoas na Grécia, Polônia, Espanha, África do Sul e outros países que comecei essa viagem. E então graduei-me em Relações Internacionais. Em meu mundo de Tatiana (analogia à Poliana) tinha uma visão romântica da vida, acreditava que poderia mudar o mundo pelas vias tradicionais, mas vi que esse não era o melhor (ou talvez mais fácil) caminho.

A leitura é uma paixão que busco compartilhar com tantos mais eu posso, doando, emprestando e trocando livros com amigos e colegas de trabalho, escrevendo no blog... Em 2012, decidi inovar e engajar meus amigos nessa paixão: no meu aniversário pedi livros novos ou usados em vez de presentes para doar na campanha Doe um Livro no NatalE aí surgiu o ClickLivro!! 

Acredito na Educação como o caminho para o crescimento pessoal e profissional, para ampliar os horizontes e ver que não há obstáculos quando acreditamos em nossos sonhos. Se deu certo para mim por que não ajudar outras pessoas a acreditarem em seus sonhos? ;)

 

Embarque nesse sonho comigo. Um abraço, Tatiana


 

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“Queria ser diplomata para promover um mundo melhor. Pensei em me voluntariar para as Forças de Paz da ONU.”

"Acho que as pessoas que mais se arrependem são as que tiveram a chance de mudar e não mudaram."

[Ana Cláudia Arantes, médica geriatra na Revista Vida Simples, Maio 2013]